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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O Despertar De Uma Submissa

CAPÍTULO 13



Eu senti um suave deslizar de dedos contornando o meu rosto e logo em seguida um beijo doce contra a pele nua de meu ombro.
Eu apenas mantive meus olhos fechados apreciando a sensação de plenitude que me tomava sempre que sentia Arthur tão próximo de mim.
Os dedos deixaram o meu rosto para logo depois começarem a passear pela lateral do meu corpo. Ele colou seu próprio corpo ao meu, me inebriando com o seu calor.
– Eu sei que você está acordada. – Ele sussurrou contra o meu ouvido e não teve um só centímetro de minha pele que não tenha se arrepiado.
Eu inalei profundamente permitindo que seu cheiro me embriagasse.
Deus, ele cheira divinamente!
– Lua... – Aí estava o famoso tom de voz que me fazia esquecer tudo. O tom de voz que era capaz de me fazer cair de joelhos no exato momento em que ele ordenasse.
Ainda éramos Mestre e submissa. E como tal, eu deveria me obrigar a despertar, mesmo que meu desejo fosse continuar a apreciar a maravilhosa sensação que os toques dele me proporcionavam.
Eu pisquei meus olhos abertos e com um movimento preguiçoso, me virei em sua direção.
A troca de posição nos aproximou ainda mais e eu acabei me deparando com seu rosto bonito, quase colado ao meu. Sem conseguir evitar, arfei diante do brilho esmeraldino de seus olhos.
Essa é, definitivamente, uma bela maneira de acordar!
Um tímido sorriso foi estampado em meu rosto, enquanto ele usava os dedos para afastar o cabelo que caia sobre meus olhos.
(...)

Eu lentamente me sentei ao lado de Sophia.
– Eu acho que nós teremos um ótimo tempo juntas... – Ela recomeçou a falar com animação. – Nós podemos aproveitar e comprar algumas coisinhas especiais... e Ahhhh, eu simplesmente amei a sua coleira!
Eu estava começando a ficar confusa com tanta energia em uma só pessoa.
– Como você consegue ficar quieta quando seu Mestre manda?
No momento em que a questão deixou meus lábios, eu percebi o quanto indelicado era, mas era um pouco tarde para voltar atrás.
Felizmente, Sophia não parecia ofendida.
– Anos de prática, minha querida. – Ela respondeu sorrindo. – Eu tenho certeza que você também não é a mesma quando não está encoleirada, certo?
– Na verdade, eu acho bastante difícil reprimir minhas reais vontades durante os finais de semana... Eu preciso constantemente ficar repetindo para mim mesma, que o que importa é a vontade de Arthur.
– Isso fica mais fácil com o tempo... – Ela garantiu. – Você precisa estar em sintonia. Ver a sua submissão como um presente e não como uma obrigação. É muito mais fácil se entregar, quando pensamos que estamos sendo agraciadas com todo o cuidado que recebemos...
– Eu me sinto assim... na maior parte do tempo.
– Essa é a questão, você precisa estar assim o tempo todo. Ajuda muito se você confia plenamente em seu Mestre.
– Eu tenho um pequeno problema com confiança... – Reconheci baixinho.
Ela olhou para mim seriamente.
– Arthur já lhe deu motivos para não confiar nele?
– Não! – Me apressei a dizer. – É complicado... Não é especificamente com Arthur, eu tenho problemas com confiança, em geral.
– Coisas do passado, hein?!
– Como você sabe? – Pedi desconfiada.
– Micael costuma dizer que eu tenho essas impressões sobre as pessoas... Eu olho para alguém e consigo ver quem ela realmente é... E que peso carregam sobre seus ombros. E eu pude ver, em seus olhos, na primeira vez que a vi que existe algo a perturbando. Só não faço ideia do que seja.
Eu sorri. Um sorriso de verdade.
– Sabe? Você me lembra alguém... – Disse fechando meus olhos e revendo, em minha memória, as imagens de duas grandes amigas... Pessoas a quem deixei para trás, assim como toda a minha vida. – Vocês têm, inclusive, o mesmo nome... Se isso for uma indicação, acho que seremos mesmo amigas.
–Lu... – Sophia pegou em minhas mãos e a apertou. – Nós já somos.
Eu estava a ponto de dizer mais a ela. A ponto de contar sobre como me sentia grata pelos amigos de Arthur estar me acolhendo da forma como faziam e que eu realmente esperava que chegássemos a ser tão unidos quanto eu costumava ser com as duas melhores amigas que já tive na vida.
Que eu esperava encontrar nela e em Melanie não só os mesmo nomes, mas também a mesma cumplicidade e alegria com que nos tratávamos quando minha maior preocupação era encontrar uma lanchonete disposta a contratar uma universitária. Infelizmente, eu fui impedida de continuar pela chegada do barman.
Eu o olhei em confusão ao vê-lo me oferecer um drink¸logo após entregar um a Sophia.
– Eles não são um doce? – Ela comentou brincando com a bebida. – Lu, pegue a bebida... É só um mimo de Arthur.
Eu peguei o copo pequeno e fitei o liquido verde. Imediatamente, minha memória me levou para tempos que eu preferiria esquecer.
– Não beba isso! – Segurei o braço de Sophia e me virei para o barman– O que é isso?
– Sexy and the beach para ela e absinto para você... – Ele respondeu naturalmente.
Minhas mãos começaram a tremer.
– Absinto? Arthur está tentando te embebedar? E ela não deveria ter uma colher de açúcar derretido?
– O Sr. disse que ela prefere assim... Puro.
Eu simplesmente paralisei e acho que tinha um olhar de puro terror em meu rosto porque Sophia olhou para mim e logo em seguida se colocou de pé em um salto e passou a olhar ao redor.
– Quem mandou as bebidas? – Ela perguntou uma oitava mais alto.
– Os senhores no bar...
Eu quis olhar em direção ao bar e ver com meus próprios olhos que meu temor era excessivo, mas eu não conseguia me mover.
– Eu não vejo Micael e Arthur... – Sophia sussurrou.
– Eu devo trocar as bebidas?
– Não. Tudo bem...
Quando o barman se afastou ela voltou a se sentar ao meu lado.
– Lu, qual é o problema?
– Quem está no bar? – Perguntei com a voz tremula.
– Eu... Eu vejo... No lugar onde o barman indicou eu vejo apenas dois homens e uma mulher.
– Como são? – Eu cerrei meus olhos com força.
– Eu não, Lu. Eu não consigo ver direito com essa luz... Qual é o problema.
Pare com a paranoia, Lua! – Gritei em minha mente. – Veja por si só... Olhe para o bar e tudo o que você vai ver vai será mais alguns membros desavisados.
Eu inalei profundamente e movi minha cabeça em direção ao bar a tempo de ver o barman chegar e dizer algo a dois homens de porte alto apoiados displicentementes contra o balcão.
Eu não podia ver muita coisa... Apenas o contorno de suas formas e o jogo de luzes parecia mostrar que eram morenos e a mulher parada ao lado de um deles, loira.
Eu forcei minha visão ao máximo, enquanto meu coração batia cada vez mais descompassado. Um dos homens olhou em minha direção no exato momento em que um feixe de luz o iluminou.
– Ele está aqui! – Falei em um sopro e o copo que nem mesmo lembrava que estava em minha mão foi a chão.
Eu ainda mantive meu olhar preso no dele por tempo suficiente para vê-lo sorrir para mim. Exatamente da mesma forma como ele fazia quando eu estava a sua mercê... Completamente sem defesa.
– Lu? – Sophia  entrou em minha frente. – O que foi? Quem está aqui? Lu, fala comigo...
Eu acho que comecei a sufocar.
Thiago está aqui. Só há alguns passos de distancia... Bem no momento em que Arthur está longe de ser encontrado e olhando para mim com aquele sorriso que me fazia saber que a tortura estava prestes a começar.
Droga! Ele estava aqui... E estava aqui para me pegar.

Um comentário:

  1. Olá, Carolina.
    Eu gostaria de te pedir, como autora do livro que você está postando como seu, que você, por gentileza, retirasse esse texto do ar já que o livro está registrado na Biblioteca Nacional e encontra-se, inclusive, a venda e a reprodução fo mesmo, sem a minha autorização, configura crime contra os direitos autorais e plágio.

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