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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O Desperta De Uma Submissa

CAPÍTULO 14



Eu ainda não entendia muito bem a forma como reagi diante da possibilidade de estar cara a cara com meu antigo Senhor. Da última vez que o vi – embora sempre o tenha temido, fui capaz de enfrentá-lo... Eu mesma fui a sua casa e então hoje... O único motivo plausível que encontro para explicar o medo irracional que senti é que meu pavor, na realidade, não estava totalmente relacionado a apenas a ameaça de ter que voltar a suportar todas as atrocidades que Thiago é capaz de fazer... Mas sim, a possibilidade de ser afastada de Arthur.
– Você está pronta para ir? – A voz de Arthur me trouxe de volta a realidade e só então me dei conta de que já estávamos em casa.
Eu assenti e observei a forma como ele saiu do carro, o contornou e então abriu a porta do carona, me ajudando a sair.
Eu apertei levemente a sua mão, em sinal de agradecimento, antes de soltá-la e então, siga-lo.
...
Arthur sugeriu que um banho seria uma ótima ideia e eu apenas me enfiei sob a ducha, ansiosa para retornar para perto dele.
Eu não sabia exatamente o que eu esperava no momento em que me acomodei ao seu lado na espaçosa cama que costumávamos dividir durante os dias de semana. Talvez, eu imaginasse que ele tentaria me fazer falar mais um pouco, ou me repreender por não ter dito sobre meus medos... Em vez disso, ele apenas me puxou para mais perto e após depositar um beijo em minha testa, passou a brincar com meu cabelo, praticamente me embalando até que eu caísse no sono.
(...)

Acordei um pouco mais cedo que o de costume, talvez pela maior quantidade de horas de sono ou por toda a ansiedade que tomou meu corpo... Só ao acordar que consegui ver mais claramente que para Arthur, aquele fim de semana foi encerrado, e não consegui evitar um gemido de frustração.

Como eu sempre conseguia estragar tudo?
Aquela sensação de extrema frustração só aumentou ao ver Edward dormindo tranquilamente ao meu lado na cama. Não é como se não gostasse daqueles momentos a dois, com toda a atenção e carinho que só ele conseguia dar, mas era fim de semana... Os dias que espero ansiosamente por toda a semana, e agora, cá estou eu, frustrada, sem minha coleira por conta de um surto de pânico.
Comecei a considerar possibilidades. Provavelmente conversar sobre o acontecido só iria piorar a situação, e com certeza, o Arthur príncipe encantado iria aparecer para encerrar o fim de semana, alegando que queria cuidar de mim e me manter a salvo, mas nesse momento, tudo o que eu queria... Tudo o que meu corpo implorava era aquele Arthur "lobo mau", que não hesitaria em me dar algumas palmadas por ser uma menina malvada...
Deus, só de pensar nisso, meu corpo se aquece!
Pensar, de fato, só piorava as coisas... Ficava cada vez mais complicado me manter quieta enquanto pensava em quão deliciosamente ele poderia me punir por tudo o que queria fazer... O quarto, apesar da temperatura agradável, para mim se tornava cada vez mais quente, e numa atitude impensada, afastei o cobertor que cobria Arthur, observando seu corpo coberto apenas pela boxer, fazendo com que salivasse ao pensar no que estava ali escondido.
Deixei que minha língua umedecesse os lábios recessados, criando coragem, e com cuidado, afastei aquele tecido que só me incomodava, expondo-o. Era a primeira vez que fazia aquilo sem sua mão pesando de leve em minha cabeça... Era a primeira vez que teria de "acordá-lo” com meus lábios, mas minha vontade era tão grande que toda a timidez desapareceu, fazendo com que eu abaixasse o rosto para a primeira lambida.
Voltei meus olhos ao seu rosto adormecido, para ter certeza que ele ainda não tinha acordado, e suspirei de alivio ao ver que ainda não fora o suficiente para despertá-lo. Sabia que se meu plano desse certo, aquilo seria mais do que suficiente para uma bela punição, portanto, já que seria punida, iria aproveitar o máximo daquilo, e com isso, o envolvi nos lábios, começando a sugar de leve, deslizando-o para dentro de minha boca.
Não demorou até sentir o seu membro tomando volume em minha boca... E aquilo me deixou ainda mais motivada... Fazendo minha vontade de despertá-lo daquela forma aumentar cada vez mais... E não tardou até que eu fui capaz de senti-lo se remexendo devagar na cama, acordando enquanto seu membro pulsava, cada vez mais forte, entre meus lábios... Sabia que ele estava extremamente perto de explodir e mal podia esperar para que isso acontecesse. Eu, definitivamente, não conseguia pensar em melhor forma de começar o dia do que degustando da essência de meu Mestre.
Quando seus olhos se abriram vendo os meus, creio que ele tenha sido capaz de enxergar a minha fome... Meu desejo... Minha vontade de ter de volta minha coleira... Eu o envolvi, o máximo que podia na boca, sugando... Mostrando o quanto queria aproveitar o que ele poderia me dar naquele fim de semana.
– Oh merda! – A intensidade contida na voz rouca de Arthur, me fez gemer ao seu redor.
Sua mão se apossou de meu cabelo e o puxando, ele se enterrou ainda mais dentro do calor de minha boca, me fazendo senti-lo explodir em minha garganta.
–Mmmm – Continuei a gemer, apreciando o delicioso sabor de meu Mestre e Senhor.
Antes que eu fosse capaz de desfazer o meu sorriso de satisfação, Arthur já havia se colocado sobre o meu corpo e prendido minhas mãos acima de minha cabeça, fazendo impossível com que eu escapasse... Não que eu tivesse essa intenção.
– Oh, Lua... – Ele deslizou sua língua pela pele do meu pescoço e, sem nenhuma delicadeza, mordeu minha carne, me fazendo choramingar e me esfregar a ele. -... Você é uma menina tão impertinente. O que eu faço com você?
(...)
Eu tentei me concentrar no trabalho durante todo o dia. Mas, tudo o que eu conseguia pensar era em Arthur e como eu já sentia a sua falta.
Ele já estava em Londres, após um pouco mais de 8 horas de voo e já havia respondido ao meu primeiro SMS mau criado, onde eu dizia:
“Obedientemente informo que já estou na livraria...Completamente inteira e perfeitamente em segurança.
Espero que esteja tendo um bom voo, Mestre.”
Eu olhei para a tela do meu celular e estremeci levemente.
Eu adoraria colocá-la em meu colo e marcar o seu traseiro por sua insolência.
Foi um voo tranquilo, mas cansativo. Espero um pouco mais de respeito e submissão em seu próximo SMS, animalzinho de estimação.”
Eu mordi meu lábio inferior, sabendo que se ele estivesse em casa, eu provavelmente teria minha bunda bastante dolorida hoje à noite.
“Sinto muito pela falta de respeito, Mestre.
Minha total submissão é apenas sua.” – Digitei rapidamente, e me obriguei a me concentrar durante a última hora de trabalho que ainda precisaria cumprir.
Eu mal tinha colocado o meu celular de volta ao bolso traseiro da calça que usava quando ouvi uma voz desconhecida e melodiosa chamar o meu nome.
Eu Levantei minha cabeça, meu olhar encontrando uma estonteante loira morango, parada a minha frente, do outro lado do balcão do caixa, onde eu estava tentando organizar o arquivo com todas as vendas da semana passada.
– Eu posso ajudá-la? – Perguntei, com meu melhor sorriso “vendedora do mês”.
Embora, eu estivesse fazendo serviços administrativos, ao lado de Angela, agora, eu ainda atendia a qualquer cliente que solicitasse a minha ajuda.
Eu vi a mulher prender seus olhos azuis piscina em mim.
– Eu tenho algo para você... – Ela disse simplesmente.
– Me desculpe... – Disse, me sentindo desconfortável pela forma como ela continuava a me olhar, quase como se ela tentasse descobrir todos os meus segredos. – Nós nos conhecemos?
– Eu a conheço... Ou pelo menos já ouvi falar muito de você. Eu, até mesmo, sou você algumas vezes.
Eu a olhei por alguns segundos tentando entender o que ela estava querendo me dizer. Observei a forma como ela levou a mão ao cabelo, deslizando os dedos pelos fios lisos, obviamente tão desconfortável com a minha analise, quanto eu estava com a sua.
– Talvez você prefira ter essa conversa em outro lugar... Algum lugar mais privado.
Eu olhei ao redor, vendo alguns clientes que caminhavam calmamente pelas fileiras de estantes e depois, de volta para a mulher parada a minha frente.
Eu não sabia quem ela era ou o que poderia ter para me dizer, mas algo me dizia que não era mesmo uma boa ideia continuar com essa conversa aqui.
Eu fiz um sinal para uma das vendedoras, indicando que estaria fora do salão por um tempo e guiei a loira até o escritório de Angela – que felizmente estava fora para um lanche.

– Então... – Disse após indicar uma poltrona para que ela se sentasse. – Você pode me dizer o que deseja ou de onde me conhece?
Ela maneou a cabeça de forma negativa e ignorou a poltrona que ofereci.
– Eu não permissão para falar nada além do que meu Mestre ordenou. – Sua voz soou baixa, mas eu pude reconhecer o rancor e um estremecimento percorreu meu corpo quando uma suspeita surgiu. – E, eu acho que você sabe bem o que acontece quando as ordens do Mestre não são cumpridas.
Eu a olhei, provavelmente com os olhos arregalados, e tentei pensar no que dizer.
– Eu pretendo evitar uma nova punição... Ao menos até que meu traseiro não esteja mais em carne viva.
– Você é...
– Rayana Carvalho. – Ela completou. – Ou essa era quem eu costumava ser. - Agora eu sou apenas, o brinquedinho do Mestre Amaral.
– Oh meu Deus! – Eu disse tentando reencontrar o meu raciocínio lógico. – Você está bem? Você precisa de ajuda?
Por um momento ela me olhou com espanto e logo em seguida suas bochechas foram coloridas por um discreto rubor.
– Por que você está me oferecendo ajuda?
– Porque eu sei, exatamente, todas as coisas que você provavelmente esteja suportando... E, pela forma como você fala, sou capaz de entender que você as odeia tanto quanto eu odiava.
Ela desviou o seu olhar do meu e eu vi seus olhos se encherem de lágrimas, mas antes que suas emoções realmente viessem à tona, ela já havia voltado a erguer o seu rosto, me olhando como se não tivéssemos absolutamente nada em comum.
– Mestre Amaral diz que você provavelmente gostará de assistir isso... – Ela disse com a voz ligeiramente falha ao me oferecer um pequeno envelope que retirou de sua bolsa.
Minha mão tremeu levemente ao apanhar o envelope fino e o apertei sentido algo levemente resistente e esférico, como um CD.
Sem dizer absolutamente mais nada, Rayana me deu as costas e caminhou em direção à porta.
– Espere... – Pedi, saindo do torpor e correndo até ela. – Rayana, espere.
Ela voltou seu olhar para mim.
– Você não precisa fazer isso. Não precisa voltar para ele. – Disse, tentando fazer por ela o mesmo que Arthur havia feito por mim. – Eu não sei quais ameaças ele usa contra você, se são as mesmas que me mantiveram cativa de suas atrocidades, mas seja o que for... Você tem escolha. Você não pertence a ninguém que não seja a si mesmo e tem o direito de escolher a quem entregar sua submissão.
– E quem mais eu poderia escolher?
– Acredite, Thiago não é, nem de perto, um verdadeiro Dominante. Existem Mestres muito melhores... Mais qualificados e que pensarão, sempre, em seu bem estar quando estiverem em uma cena.
– Alguém como Mestre Aguiar? – Ela perguntou, parecendo-me nostalgicamente triste.
Eu a olhei fixamente.
– Isso. Exatamente, como ele.
– Tarde demais para mim, Lua. – Rayana disse, me deixando confusa e se apressou em deixar o escritório.
(...)
Não sei exatamente quanto tempo se passou desde aquelas primeiras imagens do DVD, que continuava a se repetir incansavelmente, só tinha noção que estava escuro lá fora; ao menos era o que eu via pela janela do escritório.
Eu não conseguia desprender os meus olhos do que se passava na tela e embora minha visão estivesse completamente nublada pelas lágrimas que não deixavam de rolar, eu continuei com o olhar fixo, esperançosamente aguardando que meu pesadelo acabasse.

2 comentários:

  1. Olá, Carolina.
    Eu gostaria de te pedir, como autora do livro que você está postando como seu, que você, por gentileza, retirasse esse texto do ar já que o livro está registrado na Biblioteca Nacional e encontra-se, inclusive, a venda e a reprodução fo mesmo, sem a minha autorização, configura crime contra os direitos autorais e plágio.

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